terça-feira, 19 de maio de 2015

Deputados em Sessão Legislativa

ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DA REGIÃO AUTÓNOMA DOS AÇORES
Período Legislativo de maio de 2015
Agenda


1 - Projeto de Resolução n.º 112/X – “Resolve recomendar ao Governo Regional que, na qualidade de único acionista, desenvolva as diligências de sua competência no sentido da SATA Internacional/Azores Airlines transferir a sua base operacional para a ilha Terceira”, apresentado pelo Grupo Parlamentar do CDS-PP;


2 - Petição n.º 27/X – “Em defesa da manutenção de uma turma do 1.º ano do Curso de Gestão no Pólo de Angra do Heroísmo”, apresentada por Sara Alexandra Cunha Matos;


3 - Petição n.º 35/X – “Pela realização de obras que criem condições de segurança de circulação na estrada regional de acesso à freguesia da Ribeira Quente”, apresentada por Albino Miguel Pinheiro Silva;


4 - Projeto de Resolução n.º 99/X – “Recomenda ao Governo Regional que promova a igualdade de acesso entre o setor público e o setor privado de saúde”, apresentado pelo Grupo Parlamentar do PSD;


5 - Proposta de Decreto Legislativo Regional n.º 44/X – “Plano Setorial de Ordenamento do Território para as Atividades Extrativas da Região Autónoma dos Açores”;


6 - Anteproposta de Lei n.º 13/X – “Amnistia de infrações tributárias praticadas com gasóleo agrícola”, apresentada pela Representação Parlamentar do BE.

quinta-feira, 30 de abril de 2015

“Santa Maria deve procurar capitalizar as ligações aéreas agora reforçadas com o continente Português”, defendeu Bárbara Chaves


“A ilha de Santa Maria deve saber rentabilizar o reforço das ligações aéreas ao continente que derivam das novas Obrigações de Serviço Público que entraram em vigor há cerca de um mês; sabemos que o Governo dos Açores irá estar sempre do nosso lado e apoiar-nos, mas também nós Marienses, empresários, restauração, hotelaria e diversas entidades locais, terão de dar o seu contributo para que cada turista que se desloque à nossa ilha leve consigo a vontade de voltar à Ilha do Sol, de prolongar as suas estadias e de trazer outros a este destino. Este é, sem dúvida, o grande desafio que se nos impõe”, considerou Bárbara Chaves.

A deputada Socialista falava esta quarta-feira, perante uma plateia de mais de 50 pessoas, na Conferência intitulada “Novas Acessibilidades, Novas Oportunidades para os Açores”, na Pousada da Juventude de Santa Maria. O evento, organizado pelo Grupo Parlamentar do PS, teve por objetivo promover o esclarecimento e o debate sobre as novas Obrigações de Serviço Público de Transporte Aéreo entre os Açores e o Continente Português/Região Autónoma da Madeira e subsequentes oportunidades para o sector do Turismo na Região.

Bárbara Chaves salientou que “este é o melhor modelo de transporte aéreo que os Açorianos poderiam ter conquistado” e que “foi com este Governo dos Açores que atingimos este objetivo”.

A parlamentar Socialista frisou que Santa Maria “manteve a sua Gateway”, tendo mesmo “duplicado a oferta de ligações semanais para Lisboa, passando a ter duas ligações semanais; acresce ainda que os Marienses continuam a conseguir voar para o continente todos os dias da semana, agora com a garantia que nunca pagarão mais de 134 euros”, explicou.

“Este modelo será extremamente benéfico ao nível do turismo Mariense, pois para além da redução do preço das passagens aéreas e das melhorias claras ao nível da acessibilidade dos Açores ao continente português, Santa Maria conta agora com um maior número de lugares disponibilizados pelas companhias aéreas que prestam serviço na Região”, finalizou Bárbara Chaves.

Os oradores convidados para a Conferência foram Laurinda Sousa (Empresária de Turismo em Espaço Rural), Paulo Reis (Presidente da Associação Operadores de Mergulho dos Açores - AOMA) e Vítor Fraga (Secretário Regional do Turismo e Transportes).

sexta-feira, 17 de abril de 2015

“PS defende igualdade de circunstâncias para todos os Agricultores dos Açores”, explicou Duarte Moreira


“É injusto que os agricultores que instalaram a sua atividade antes de 2011 e os que o fizeram posteriormente, tenham regimes contributivos para a Segurança Social completamente distintos. Isso introduz desigualdade de proveitos entre produtores e constitui uma barreira à entrada de novos agentes no setor. Esta é uma situação que está sob a alçada do Governo da República, mas que desejamos ver alterada”, realçou Duarte Moreira.

O deputado socialista falava esta sexta-feira, na cidade da Horta.

Duarte Moreira explicou que “nas contribuições para a segurança social existem dois sistemas coexistentes para os produtores e trabalhadores agrícolas: o regime aplicável a quem se instalou até 31 de dezembro de 2010 e o regime geral do novo código de regimes contributivos da segurança social posterior a essa data, em que os subsídios ao investimento passam a ser contabilizados para efeitos contributivos à Segurança Social”.

“Até 2011, os trabalhadores agrícolas contribuíam com 8% do salário mínimo fixado para trabalhadores rurais ou 15% de um dos escalões previstos de adesão opcional. No regime para os trabalhadores agrícolas que se instalem a partir de 1 de janeiro de 2011, os produtores agrícolas passaram a contribuir com 28,3% e os trabalhadores agrícolas com 33,3%, sendo 11% pago pelo trabalhador e 23,3% pago pelo empregador”, clarificou o deputado.

“Há aqui uma discrepância muito acentuada, que provoca desigualdade de custos dentro da agricultura Açoriana, com especial prejuízo pelos jovens agricultores e, consequentemente, para o rejuvenescimento e continuidade da agricultura nos Açores”.


“Com esta proposta, que o Partido Socialista subscreve, os subsídios ao investimento deixam de ser considerados na determinação do rendimento relevante para o regime contributivo dos produtores agrícolas. Esta será uma medida bastante importante para a instalação de novos agricultores e renovação do setor”, defendeu Duarte Moreira.

quinta-feira, 16 de abril de 2015

“Todas as ilhas dos Açores têm soluções para materiais infestados com térmitas”, destacou Bárbara Chaves

PS Açores - “Todas as ilhas dos Açores têm soluções para materiais infestados com térmitas”, destacou Bárbara Chaves

“Em cada uma das ilhas do arquipélago dos Açores onde foi identificada a presença de térmitas, estão definidos locais para deposição e eliminação de forma eficaz e segura de madeiras infestadas. Por exemplo, no caso de Santa Maria, é o Parque Natural que coordena as operações de eliminação”, explicou Bárbara Chaves.

A deputada socialista falava esta quarta-feira na Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, onde foi aprovado o Regime Jurídico do Combate à Infestação de Térmitas.

Para Bárbara Chaves, o combate às térmitas é uma “questão ambiental importante nos Açores”, tendo sido feita “uma grande aposta na formação”.

“Numa primeira edição, nas ilhas Terceira e São Miguel, participaram ao todo numa ação de formação 40 pessoas; já numa segunda edição, apenas na ilha Terceira, foram 200 as pessoas abrangidas pela iniciativa. Além da formação, foram ainda distribuídos material de apoio, como um kit de armadilhas para térmitas, e folhetos informativos. Foram ainda na região formados 30 peritos qualificados para a certificação da infestação por térmitas”, frisou a socialista.

Bárbara Chaves garante ainda que na Região já foram efetuadas “muitas ações fiscalizadoras e ao longo do tempo detetadas sete situações que culminaram na eliminação de materiais infestados com térmitas. Além disso, as autarquias são sempre informadas da situação no sentido de agirem em conformidade”.

“Todos os detentores de resíduos com térmitas na Região são informados das suas obrigações legais, nomeadamente aquelas que são associadas ao transporte e à eliminação desses mesmos resíduos. O acompanhamento destas ações é feito pela Inspeção Regional do Ambiente de forma a garantir o destino final adequado, como é o caso da queima que é autorizada”, explicou Bárbara Chaves.

terça-feira, 14 de abril de 2015

Intervenção do Deputado Duarte Moreira no Debate de Urgência sobre “A agricultura nos Açores: da falta de estratégia ao fim das quotas leiteiras”, apresentado pelo Grupo Parlamentar do CDS-PP


Senhora Presidente da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores,
Senhoras e Senhores Deputados,
Senhora (s) e Senhores Membros do Governo

No passado dia 1 de Abril de 2015, iniciou-se uma nova fase da Politica Agrícola Comum. Uma fase que poderemos chamar de pós quotas de leite, regime instituído em 1984 para fazer face à acumulação de excedentes de produtos lácteos que se verificava na europa e que visava a estabilidade da produção em todo o território da União Europeia e a adequação da oferta à procura.

Na audiência do Parlamento Europeu de 27 de Janeiro de 2015, em que esteve presente, por iniciativa do Eurodeputado Ricardo Serrão Santos, uma delegação nacional representativa do sector lácteo, e da qual fizeram parte diversas pessoas ligadas à produção e transformação dos Açores, e em que o GPPS teve também a oportunidade de participar, todos os especialistas, incluindo o Conselho Europeu do Leite, foram de opinião que o chamado pacote do leite falhou, ficando claro que o problema dos excedentes do leite, motivado pelo embargo russo e pela diminuição das importações da china, são um problema à escala europeia, onde os preços têm vindo a diminuir significativamente em todos os países.

Em 2014 o preço do leite caiu 11% em média, havendo países em que essa quebra foi de 20%, como a Bélgica, ou mesmo 40% na Estónia.
Outro problema identificado por diversos sectores da EU, referem a venda de leite, pela distribuição, abaixo do preço de sustentabilidade, havendo superfícies a vender leite de marca abaixo dos 0,41€/litro.

A nível internacional há igualmente alguma volatilidade nos preços do leite e produtos lácteos. De acordo com o relatório do Rabobank, os preços dos lacticínios estão abaixo dos níveis sustentáveis a médio prazo, em que a procura mundial está a ser influenciada por uma série de fatores negativos que incluem o lento crescimento económico, o embargo da Rússia, o fraco interesse de compra da china, moedas menos valorizadas nos mercados emergentes, tendência que parecem persistir no ano de 2015, apesar da recente mas ligeira melhoria.

O banco aponta ainda que a china será a única grande influência no balanço do mercado global durante o presente ano.

O Índice de preços dos produtos lácteos da Organização das Nações Unidas para a Agricultura (FAO), era em Outubro de 2014 26,6% abaixo dos números do ano anterior.
O conhecimento e as referências à situação mundial e da UE, em particular, levam-nos a perceber e a enquadrar a situação do sector nos Açores, sendo apenas por demagogia ou má-fé ou estratégia eleitoralista, não reconhecer esta situação, atribuindo à política regional as dificuldades com que a fileira está confrontada.

Com o cenário internacional dos produtos lácteos e com a situação criada na Europa, pela liberalização total da produção, facilmente se compreende que uma Região, qualquer Região, que produza mais de 30% da produção de um país, em que 80% da sua produção é vendida para fora do seu território, como acontece com os Açores, que haja impactos negativos num cenário de crise europeia, como considera o European Milk Boad, muito embora esta crise não seja, ainda, reconhecida pela Comissão Europeia.

A Região tem vindo a investir de forma assertiva e a fazer tudo o que está ao seu alcance para a sustentabilidade do sector agro-pecuário dos Açores, como demonstra a notável reestruturação ocorrida nos últimos anos.

As explorações dos Açores, em virtude da sua viabilidade económica, foram aquelas que entre 1999 e 2009 registaram maiores ajustamentos, com a SAU média por exploração a aumentar 41%;

Na Região a população agrícola é consideravelmente mais jovem do que a nacional;
Os Açores destacam-se ainda pela produtividade alcançada de 30,4 mil euros por Unidade Trabalho Ano (UTA), quase duas vezes e meia superior à média nacional;

A produção de leite aumentou 9,2% nos últimos 10 anos, tendo o número de produtores diminuído 39% e a produção média por exploração aumentado para o dobro.

A produção de leite UHT triplicou na última década, tendo a produção de queijo aumentado 12% no mesmo período.

A diversificação da produção dos lácteos, não sendo ainda a ideal, tem vindo a crescer graças também ao investimento na modernização das indústrias.

O preço do leite pago ao produtor, até ao início de 2014, cotava-se a níveis do continente Português o que aconteceu pela primeira vez em mais de 10 anos.

O fim do regime de quotas é uma realidade, sendo o cenário de aumento de produção por parte de vários países o mais provável.
O momento é pois de natural preocupação e incerteza, mas o momento é também o de cerrar fileiras e de acreditar que temos capacidade e a sabedoria de ultrapassar este difícil desafio, para a qual todas as forças políticas devem estar unidas por um objetivo superior.
Não havendo varinhas mágicas, a solução passa por continuar a trabalhar a vários níveis, desde logo ao nível da UE, na implementação de medidas de monitorização do sector, que permitam uma gestão do abastecimento, que crie e implemente um sistema de segurança para os momentos de crise, que garanta um “seguro” para o rendimento dos produtores.
Há que continuar a trabalhar, aos vários níveis desde o Parlamento e o Conselho Europeu, a REPER, passando pela conferência de Presidentes das RUP, no sentido de ter uma atenção particular para Regiões, como os Açores, cuja importância do sector é transversal a toda a sua economia e a toda a sociedade.
Refira-se, a propósito, que a Conferência de Presidentes das Regiões Ultraperiféricas da União Europeia alertou, recentemente, por iniciativa e inclusão na agenda por parte da RAA, para os “graves impactos” relacionados com o fim do regime de quotas leiteiras que “já se fazem sentir nos Açores”, nomeadamente a descida do preço pago à produção, manifestando, por isso, “forte preocupação” quanto ao futuro,
Nesse sentido, solicitam “urgentemente à Comissão Europeia, ao Conselho e ao Parlamento Europeu a definição de mecanismos reguladores e um apoio financeiro excecional ao conjunto das fileiras agrícolas das RUP confrontadas com a liberalização dos mercados”.

Mais recentemente, já neste mês de Março, o Governo dos Açores viu aprovado pela Comissão de Recursos Naturais do Comité das Regiões, um conjunto de propostas que fez ao parecer sobre “O Futuro do setor do leite” salvaguardando a especificidade dos açores face ao fim do regime de quotas leiteiras.

Sendo o POSEI um programa fundamental para as produções dos Açores, é necessário demonstrar a importância de um reforço do envelope financeiro do mesmo, para diminuir os impactos do fim das quotas de leite na Região, bem como a criação de um sistema que seja automaticamente acionado quando forem atingidos determinados limites mínimos de preço do leite que coloque em causa a sustentabilidade do sector, tendo em conta os custos de produção.

A nível Nacional, há que criar um verdadeiro código de boas práticas da distribuição, que regule a relação entre os fornecedores e a distribuição, os prazos de pagamento, os custos de comercialização, evite preços abaixo do custo, a obrigatoriedade de uma clara identificação da origem dos produtos lácteos e simultaneamente estabelecer medidas que concedam à defesa da cadeia alimentar a capacidade de multar a grande distribuição que viole esse código de conduta, à semelhança do que está a acontecer noutros países da EU, posição coincidente com a recente manifestação de intenção do Comissário Phil Hogan, que disse pretender introduzir legislação que garanta o justo preço pago aos produtores e evite práticas comerciais desleais praticadas pela distribuição.

A nível Regional, há que continuar a investir, como até aqui, de forma a reforçar a competitividade do setor, nomeadamente nas acessibilidades, fornecimento de água e energia, na diminuição dos custos de produção, na modernização das explorações, na valorização dos produtos, na sua diferenciação e qualidade, trabalhando os mercados que mais valorizem os nossos produtos.

De realçar o enorme investimento publico levado a efeito pelos governos do PS no sector.
Foram, no último QCA, bastante significativos os investimentos efetuados nas explorações leiteiras açorianas, e que beneficiaram cerca de 1000 produtores.

Por outro lado, a Região tem vindo, também, a apoiar investimentos na indústria de transformação. Esta aposta levou a que, por exemplo, no período de programação 2007-2013 se direcionassem para as agroindústrias regionais cerca de 50 milhões de euros de fundos comunitários, gerando um investimento global superior a 90 milhões de euros.

O Governo dos Açores decidiu, também, reforçar, no âmbito do POSEI, a dotação do prémio aos produtores de leite em mais cerca de 2 ME/ano, sem prejuízo das outras áreas.
No âmbito do PRORURAL +, recentemente aprovado, foram propostas pela Região e aceites pela Comissão Europeia algumas medidas com grande impacto no setor agrícola e agroalimentar, como por exemplo: o apoio ao investimento nas explorações agrícola vai ter taxas de apoio superiores às do programa que apoiará os agricultores em Portugal Continental.

De facto, no Quadro Comunitário 2014-2020, as taxas de cofinanciamento para investimentos nas explorações agrícolas situam-se entre os 50 e os 75%, quando no continente são de 30 a 50%.

O GRA reforçou, no Plano para 2015, em cerca de 64% as verbas destinadas às infraestruturas de apoio à agricultura (caminhos, abastecimento de água e eletrificação), tendo em vista a redução de custos de exploração e o aumento dos rendimentos.
Procedeu ainda ao reforço de 45% das verbas previstas noutra ação do Plano, destinadas à abertura e, essencialmente, à manutenção da rede de caminhos rurais, que é atualmente de cerca de 1.500 quilómetros em todo o arquipélago.

Entretanto, a Marca Açores vai contribuir para a afirmação e valorização dos produtos agroindustriais açorianos nos mercados, associada que está a uma imagem de qualidade de produção.

Há também o desafio para que as indústrias reforcem o nível de diversificação de produtos com valor acrescentado e de aposta convicta na qualidade, procurando novos mercados, continuando o caminho trilhado até este momento.

Senhora Presidente da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores,
Senhoras e Senhores Deputados,
Senhora (s) e Senhores Membros do Governo
Perante os desafios do setor, torna-se necessário, diria que fundamental, reforçar as relações entre a produção, transformação, e a distribuição, não podendo uns viver sem os outros, pelo que o grupo parlamentar do PS considera estratégico um entendimento alargado a toda a fileira, que trate um conjunto de matérias comuns, transversais e estratégicas na defesa e promoção do sector lácteo Regional, e de que o recente Fórum do leite, promovido pelo Governo dos Açores, foi um primeiro passo.

O caminho trilhado até aqui pela Região, pelos seus agricultores e industriais leva-nos a ter confiança que saberemos ultrapassar os desafios do presente e do futuro.

Quem cria alarmismos, quem está sempre a dizer que o setor está condenado, quem não acredita nas nossas potencialidades e muito em especial quem não acredita na capacidade dos produtores e industriais para ultrapassar estes difíceis desafios, está a prestar um péssimo serviço aos açores, está a puxar para trás, como é o caso de alguns partidos da oposição.
Da parte do PS e certamente do Governo dos Açores, conscientes das dificuldades, mas conscientes das nossas potencialidades e do trabalho desenvolvido, os produtores podem esperar sempre a procura de soluções, que em diálogo permanente com toda a fileira nos levarão a ultrapassar mais este desafio!

Disse!
Horta, Sala das Sessões, 14 de abril de 2015

O Deputado Regional

Duarte Moreira

Deputados em Sessão Legislativa

ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DA REGIÃO AUTÓNOMA DOS AÇORES
Período Legislativo de Abril
Agenda



1 - Debate de Urgência sobre “A agricultura nos Açores: da falta de estratégia ao fim das quotas leiteiras”, apresentado pelo Grupo Parlamentar do CDS-PP;


2 - Apresentação do Projeto de Resolução n.º 118/X – “Proteção, dignificação e divulgação dos falares açorianos”, apresentado pela Representação Parlamentar do PPM;


3 - Projeto de Decreto Legislativo Regional n.º 42/X – “Rede Social na Região Autónoma dos Açores”, apresentado pelo Grupo Parlamentar do PSD;


4 - Projeto de Resolução n.º 89/X – “Recomenda ao Governo Regional que altere a fórmula de cálculo do valor cliente”, apresentado pelo Grupo Parlamentar do PSD;


5 - Projeto de Resolução n.º 90/X – “Recomenda ao Governo Regional que disponibilize o serviço de apoio ao domicílio aos domingos e feriados”, apresentado pelo Grupo Parlamentar do PSD;


6 - Proposta de Decreto Legislativo Regional n.º 52/X – “Alteração ao Decreto Legislativo Regional n.º 22/2010/A, de 30 de junho, que aprova o regime jurídico do combate à infestação por térmitas”;


7 - Projeto de Resolução n.º 107/X - “Jornadas Parlamentares Atlânticas”, apresentado pela Representação Parlamentar do PCP;


8 - Proposta de Decreto Legislativo Regional n.º 50/X – “Primeira alteração ao Decreto Legislativo Regional n.º 2/2015/A, de 7 de janeiro, que aprova o Plano Anual Regional para o ano de 2015”;


9 - Proposta de Decreto Legislativo Regional n.º 51/X – “Segunda alteração ao Decreto Legislativo Regional n.º 1/2015/A, de 7 de janeiro, que procede à aprovação do Orçamento da Região Autónoma dos Açores para o ano de 2015”;


10 - Projeto de Decreto Legislativo Regional n.º 43/X – “Primeira alteração ao Decreto Legislativo Regional n.º 15/2006/A, de 7 de abril, que estabelece o Regime Jurídico da Educação Especial e do Apoio Educativo”, apresentado pelo Grupo Parlamentar do PSD;


11 - Projeto de Resolução n.º 91/X – “Regime jurídico da Educação Especial e do Apoio Educativo”, apresentado pelo Grupo Parlamentar do PSD;


12 - Anteproposta de Lei n.º 12/X – “Institui um regime de apoio à agricultura familiar na Região Autónoma dos Açores”, apresentado pela Representação Parlamentar do PCP;


13 - Projeto de Resolução n.º 98/X – “Cumprimento da Resolução n.º 11/2011/A, de 15 de junho – Acompanhamento do processo de descontaminação e reabilitação na Praia da Vitória”, apresentado pela Representação Parlamentar do BE;


14 - Pedido de autorização para o Sr. Deputado Lúcio Manuel da Silva Rodrigues prestar depoimento, na qualidade de testemunha, no âmbito do processo de inquérito com o NUIPC 000034/15.0PBHRT.

quinta-feira, 12 de março de 2015

Governo dos Açores lança reabilitação da Estrada Regional entre o Arrebentão e São Lourenço, em Santa Maria

O Governo dos Açores lançou hoje a empreitada de reabilitação de um troço da Estrada Regional N.º 1 – 1.ª, entre o Arrebentão e a Vigia da Areia, em São Lourenço, na ilha de Santa Maria, de acordo com o previsto na Carta Regional das Obras Públicas e na sequência da Resolução do Conselho do Governo de 20 de fevereiro.

A empreitada, que surge no âmbito da ação de intervenção nos Circuitos Logísticos Terrestres de Santa Maria, representa um investimento de cerca de 800 mil euros e tem um prazo de execução de 180 dias, a partir da data de consignação.

Esta intervenção consiste na criação e valorização das zonas de interesse turístico ao longo da via, como é o caso dos miradouros e zonas de lazer, bem como na execução de muros de suporte, recuperação de muros em pedra seca e construção de órgãos de drenagem ao longo de toda a extensão.

O pavimento será também reabilitado, através da colocação de uma nova base e sub-base em parte do troço e de betuminoso numa extensão de 2,7 quilómetros, além de se proceder à montagem de sinalização vertical e à definição de sinalização horizontal.

A Estrada Regional N.º 1 – 1.ª, entre o Arrebentão e a Vigia da Areia, é uma das principais vias de acesso turístico de Santa Maria, sendo mesmo o único acesso à Baía de São Lourenço, uma das melhores zonas balneares de Bandeira Azul da ilha, que regista um número significativo de marienses e de turistas, sobretudo durante o verão.

GaCS/DROPC/HB

Voto de Congratulação


Classificação IGP da Meloa de Santa Maria 

No passado dia 20 de fevereiro, foi publicado, em Jornal Oficial das Comunidades, a Indicação Geográfica Protegida da Meloa de Santa Maria – Açores.

A ilha de Santa Maria apresenta condições climatéricas muito próprias que se justificam pela sua localização, dimensão, morfologia e orografia, distinguindo-a das restantes ilhas do Arquipélago dos Açores.

A conjugação dessas condições, com a diversidade de solos e de relevo, conduzem a características muito particulares dos produtos agrícolas produzidos em Santa Maria, com especial relevância para a Meloa de Santa Maria, associado igualmente ao saber fazer dos produtores da ilha, no que respeita às técnicas de produção e de condução da cultura. 

Tais técnicas resultam num produto que, pelo seu sabor, textura e aroma, se distingue dos seus congéneres, sendo amplamente reconhecido pelos consumidores das restantes ilhas dos Açores e de Portugal Continental. Refira-se que as origens do paladar reconhecido da meloa remontam à sua introdução na ilha, tal como afirmado por Gaspar Frutuoso, em 1570: “(…) há também muitos melões, e os melhores destas ilhas, e não há nenhum, por ruim que seja, que não tenha muito bom gosto (…)”.

A Meloa de Santa Maria − Açores distingue-se dos demais frutos da mesma categoria produzidos noutros locais, pelas suas qualidades físico-químicas e organoléticas, destacando-se a polpa de cor alaranjada e de textura macia, de sabor doce e sumarento quando madura, sendo esta uma característica muito própria das variedades cultivadas em Santa Maria.

O seu aroma é a característica que imediatamente indica a presença do fruto, destacando-se ainda o seu elevado teor de vitamina C, destacando-se igualmente a sua riqueza em minerais e os elevados valores energéticos que apresenta.

Em termos históricos, a cultura da meloa foi introduzida pelos colonizadores na ilha de Santa Maria por volta do século XVI e foi mantida ao longo dos tempos como sendo uma cultura de “quintal”. Mais recentemente, na década de setenta, variedades híbridas de meloa começaram a ser introduzidas pelos emigrantes vindos da América.

Os produtores locais aperceberam-se rapidamente de que estas novas variedades apresentavam muito bom desenvolvimento e qualidade, além de um elevado potencial comercial, tendo aumentado gradualmente a sua área de produção, apurando a variedade da meloa e melhorando a sua adaptabilidade às condições edafoclimáticas de Santa Maria e às exigências dos marienses.

O aumento de produtores, bem como da quantidade de meloa, levou ao aparecimento, em 2006, da cooperativa de produtores, a AgromarienseCoop, que potenciou a meloa em mercados externos, contribuindo deste modo para o aumento da produção desse fruto.

Foi esta Cooperativa que requereu o reconhecimento da indicação geográfica nos termos do n.º 1 do anexo I do Despacho Normativo n.º 249/93, tendo sido reconhecida pelo REGULAMENTO DE EXECUÇÃO (UE) 2015/270 da COMISSÃO de 17 de fevereiro de 2015, relativo à inscrição de uma denominação no Registo das denominações de origem protegidas e das indicações geográficas protegidas [Meloa de Santa Maria — Açores (IGP)], publicado no Jornal oficial da União Europeia a 20 de fevereiro último, tal como referi.

Esta era uma decisão há muito aguardada pelos produtores de meloa da ilha e pelas suas entidades representativas, que durante 10 anos trabalharam e contribuíram para este desfecho, de enorme notoriedade para a ilha de Santa Maria e para os Açores, sendo que representa o primeiro produto da ilha de Santa Maria a merecer esta distinção.
Este reconhecimento permitirá uma melhor valorização no mercado, garantindo a sua autenticidade, constituindo uma mais-valia económica, comercial e até turística de grande relevo.

Por fim, referir que muitas foram as entidades que contribuíram para se atingir esta distinção, designadamente o Governo dos Açores, através da Secretaria Regional da Agricultura, o Serviço de Desenvolvimento Agrário de Santa Maria, a Associação Agrícola e a cooperativa AgroMarienseCoop, sendo de destacar os técnicos destas instituições e muito particularmente os produtores de meloa da ilha, sendo justo referir o pioneiro na produção de meloa para fins comerciais, o Senhor Carlos Monteiro.

Assim e face ao exposto, nos termos estatutários e regimentais aplicáveis, o Grupo Parlamentar do Partido Socialista, propõe à Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, que aprove um Voto de Congratulação pela obtenção e registo da denominação “Meloa de Santa Maria Açores – Indicação Geográfica Protegida (IGP).
Mais se propõe que seja dado conhecimento deste voto à Associação Agrícola de Santa Maria, à AgroMarienseCoop, ao Serviço de Desenvolvimento Agrário de Santa Maria, à Assembleia Municipal de Vila do Porto, Câmara Municipal de Vila do Porto e Conselho de Ilha de Santa Maria.
Horta Sala das sessões, 12 de Março de 2015

Os Deputados Regionais
Bárbara Chaves
Duarte Moreira

Voto de Congratulação


25 anos do Lions Clube de Santa Maria

A 13 de Fevereiro de 1990 nascia o Lions Clube de Santa Maria tendo como clube padrinho o Lions Clube da Ribeira Grande, fazendo a bonita idade de 25 anos.

No ano de 1917, o empresário norte-americano, Melvin Jones, lançou as bases daquilo que hoje é a maior organização de clubes do mundo - o Lions Clubes Internacional.

Melvin Jones fazia parte de um grupo de empresários que se reunia, na hora de almoço, o chamado Círculo de Negócios de Chicago, e que se dedicava exclusivamente a promover os interesses financeiros dos seus membros.

Na época existiam vários grupos de negócios do género.

Eram grupos muito restritos, sendo previsível o seu desaparecimento. Melvin Jones foi secretário do Círculo de Negócios de Chicago, mas sonhava com outro género de clubes. Um dia perguntou a si próprio: “E se as pessoas empregassem os seus talentos, nas horas que sobram, para trabalhar em benefício das suas comunidades”.

Em 1917, conseguiu reunir os delegados de vários clubes a fim de preparar os fundamentos da formação da associação que começou a existir alguns meses depois e Melvin Jones acabou sendo eleito Secretário-geral. Foi com a sua liderança e dinâmica que os Lions Clubes conseguiram atrair muita gente. O lema utilizado era, “ Você não pode ir muito longe enquanto não começar a fazer algo pelo próximo”, e este lema tornou-se o princípio condutor de pessoas com espírito de serviço humanitário em muitas partes do mundo.

Para concretizar a sua missão os Lions definiram um conjunto de objetivos que se resume no seguinte:

CRIAR e fomentar um espírito de compreensão entre os povos da terra;

INCENTIVAR o estudo e a prática dos princípios de bem governar e duma educação cívica elevada;

INTERESSAR-SE ativamente pelo bem-estar cívico, cultural, social e moral da Comunidade;

UNIR os Clubes com laços de amizade, bom companheirismo e compreensão recíproca;

PROMOVER a livre e ampla discussão dos assuntos de interesse público, excluindo o partidarismo político e o sectarismo religioso;

ESTIMULAR e promover um elevado padrão de ética nos negócios e nas profissões, sem esperar recompensa material.

Em Portugal o lionísmo instalou-se em 1953, e a entidade que atualmente superintende ao Lions Internacional é o Distrito Múltiplo 115.  Este está dividido em dois Distritos o Centro Norte e o Centro Sul .

Em todo o País existem 92 clubes, sendo 10 nos Açores, onde se inclui o Lions Clube de Santa Maria, que pertence  ao D 115 Centro Sul.

Este relato serve para relembrar a grandeza da organização em que o Lions Clube de Santa Maria está inserido.
O modo de funcionamento do Clube é mais ou menos igual em todas as partes do mundo, diferindo apenas nas atividades em que se envolve, e que têm a ver com as caraterísticas das comunidades que servem.
Muitas têm sido as atividades desenvolvidas pelo Lions Clube de Santa Maria, entre elas o pioneirismo do Clube na organização das dádivas de sangue na ilha, hoje sob a orientação de outra instituição, as inúmeras ajudas a pessoas carenciadas, ora monetárias, ora em géneros alimentícios ou em artigos de 1ª necessidade. Na saúde, leva a cabo rastreios em várias áreas por toda a ilha, apoia deslocações para o exterior, internamentos para tratamentos, ajuda na aquisição de medicamentos, de mobiliário, na aquisição de viaturas adaptadas, cadeiras de rodas entre muitos outros.
Todos os anos o Clube promove a realização do concurso internacional “Cartaz sobre a Paz”, com um tema lançado pelas instâncias lionísticas internacionais, numa cruzada pela paz que os Clubes Lions lançam a nível mundial.

No mês de Dezembro de cada ano, é instalada uma loja com produtos típicos da ilha confecionados pelas companheiras e companheiros, e são promovidas iniciativas tendo em vista a recolha de produtos alimentares destinados a famílias carenciadas.

Refira-se que todos os anos são distribuídos cerca de tonelada e meia de alimentos destinados a famílias carenciadas da ilha de Santa Maria, em forma de cabazes.

Pela prática do clube e pelas ações desenvolvidas, é já habitual as pessoas chamarem a atenção ao Clube quando têm conhecimento de alguém que necessita de ajuda, o que demonstra a importância do clube para a sociedade mariense.

Assim, nos termos estatutários e regimentais aplicáveis, o grupo parlamentar do Partido Socialista, propõe que a Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, aprove um voto de congratulação pelos 25 anos do Clube Lions de Santa Maria.

Mais se propõe que seja dado conhecimento deste voto ao Lions Clube de Santa Maria, ao Distrito 115 Centro Sul dos Lions Clube de Portugal, ao Conselho de Ilha de Santa Maria e à Câmara Municipal de Vila do Porto.



Horta Sala das sessões, 12 de Março de 2015


Os Deputados Regionais
Duarte Moreira
Bárbara Chaves

terça-feira, 10 de março de 2015

Deputados em Sessão Legislativa

ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DA REGIÃO AUTÓNOMA DOS AÇORES
Período Legislativo de Março de 2015
Agenda

A - Verificação de poderes da Senhora Deputada Lúcia de Fátima Oliveira Arruda; 


1 - Debate de Urgência sobre “Acessibilidades: Transportes e Turismo”, apresentado pelo Grupo Parlamentar do CDS-PP; 

2 - Debate de urgência sobre a "Anemia do investimento, estagnação da economia e crise social", apresentado pelo Grupo Parlamentar do PSD; 


3 - Projeto de Decreto Legislativo Regional n.º 37/X – “Passe Social Intermodal e Combinado”, apresentado pela Representação Parlamentar do BE; - Rejeitado - 10/03/2015


4 - Projeto de Resolução n.º 75/X – “Redução do preço do Passe Social”, apresentado pela Representação Parlamentar do BE;


5 - Anteproposta de Lei n.º 12/X – “Institui um regime de apoio à Agricultura Familiar na Região Autónoma dos Açores”, apresentado pela Representação Parlamentar do PCP;


6 - Projeto de Resolução n.º 82/X – “Recomenda ao Governo Regional que não encerre as duas únicas valências com creche e jardim-de-infância públicas da Região”, apresentado pela Representação Parlamentar do BE;


7 - Proposta de Decreto Legislativo Regional n.º 49/X - “Primeira Alteração ao Decreto Legislativo Regional n.º 5/2012/A, de 17 de janeiro”;


8 - Projeto de Resolução n.º 96/X – “Plano Estratégico de Combate às Pragas dos Açores”, apresentado pelo Grupo Parlamentar do PSD;


9 - Projeto de Resolução n.º 97/X – “Recomenda ao Governo Regional que reforce o apoio e a cooperação com as freguesias dos Açores”, apresentado pela Representação Parlamentar do PCP;


10 - Projeto de Resolução n.º 103/X – “Identificação de processos e técnicas de construção do bote baleeiro”, apresentado pelo Grupo Parlamentar do PS;


11 - Projeto de Resolução n.º 95/X – “Ampliação da Escola Básica e Secundária Mouzinho da Silveira”, apresentado pelo Grupo Parlamentar do PPM;


12 - Pedido de urgência - Proposta de Decreto Legislativo Regional n.º 50/X – “Primeira alteração ao Decreto Legislativo Regional n.º 2/2015/A, de 7 de janeiro, que aprova o Plano Anual Regional para o ano de 2015”;

13 - Pedido de urgência - Proposta de Decreto Legislativo Regional n.º 51/X – “Segunda alteração ao Decreto Legislativo Regional n.º 1/2015/A, de 7 de janeiro, que procede à aprovação do Orçamento da Região Autónoma dos Açores para o ano de 2015”.